Parecia uma seleção das melhores músicas, aquelas que ouvimos várias vezes seguidas, sem nem ao menos enjoar. Era como um pacote do melhor biscoito, aquele que você acha o máximo mergulhar num copo de leite quentinho, mas os demais acham uma combinação extremamente indigesta.
Na realidade, era um conjunto de coisas aleatórias que complementavam sua rotina, mas ninguém conseguia entender o real valor de tudo aquilo. Era algo só seu, e quer saber? Tornava-se mais interessante ainda justamente por isso.
Todos vivenciam uma fase da vida em que o aconchego do lar já não é mais parte determinante da felicidade. É o momento de sair do casulo, abrir grandes asas coloridas e alçar vôo, sentir o vento de frente a você, sem que haja barreiras tentando te proteger de um possível resfriado.
É a hora de saber reconhecer seu próprio cheiro. Parar de associar os aromas somente às pessoas que até então te sustentaram em pé. Entender que se há dor de cabeça, foi por conta de uma refeição fora de hora, uma preocupação existente, uma pancada quando estava dormindo. É colocar você mesmo nos braços, te admirar, te proteger, acreditar que ninguém cuidará de você melhor que você mesmo.
Grupos de pessoas são como pequenos barcos. Tem gente que fica mais nas bordas, passando de uma embarcação para outra. Há quem fique mais no centro, amarrando as pontas soltas entre os tripulantes. Raras pessoas fazem os dois papéis, de aglutinar uma tribo e estabelecer a relação entre essa mesma tribo e outra. Mas essa, é mais ou menos a função de cada ser humano nesse mundo. Justamente por isso, torna-se mais difícil. As pessoas funcionam como elos de ligação, como transportes de dúvidas, informações, amizade, companhia, interesse. Pessoas parecem máquinas de extrema utilidade, corpos, não mentes.
E, finalmente, chega a hora do sufoco. O momento em que você sonha com um apartamento minúsculo, que caiba apenas sua cama, seu armário com livros velhos, e uma tv com os canais locais mesmo, que te tragam sono na madrugada. Um lugar que possua o seu cheiro, as cores que você mais gosta, um cachorro fazendo xixi ao pé da mesa. Bobagem, depois você limpa.
Sem objetos de valor ou grandes enfeites de porcelana, será apenas o seu encontro com o espelho, a demonstração da sua capacidade de expor aquilo que sua mente cuidadosamente cativa. É a sua vontade em cenário, é o seu universo particular com sintomas de início. É a vontade de se retirar do centro e viver às margens, num lugar pequeno com muros altos.
Essa casa pode ser sua mente, seu quarto, suas roupas, seu corpo, seu coração. É uma necessidade de mudança, uma vontade que aos berros, comanda tudo aquilo que ainda resta de ti.
É tentar fugir do desgosto, do gosto que não vem da gente. É querer não atrapalhar nem ser atrapalhado, é deixar entrar quem realmente te respeita.
É parar de imaginar a performance do que há no mundo em sua vida, e preocupar-se com o seu desempenho no planeta. É exigir provas de que a vida é doce e não precisar de ninguém que te traga isso.
Por fim, é não querer abrir mão da sua convivência com você mesmo, e estar consigo 'até que a morte vos separe.'
O que precisamos mais do que nunca, é desafiar a nós mesmos. Colecionar experiências, parar de criticar o tempo e acreditar que ele é o culpado por tanta coisa.
Não abra mão dessa convivência com si próprio. Aproveite essa fase para se conhecer e se amar como nunca. Antes de qualquer pessoa, adore-se.
Continue amando e cuidando das pessoas que sempre cuidou, mas não fique mais horas e horas idealizando o papél de cada uma delas em sua vida.
Construa sua casinha, aos poucos.
Na realidade, era um conjunto de coisas aleatórias que complementavam sua rotina, mas ninguém conseguia entender o real valor de tudo aquilo. Era algo só seu, e quer saber? Tornava-se mais interessante ainda justamente por isso.
Todos vivenciam uma fase da vida em que o aconchego do lar já não é mais parte determinante da felicidade. É o momento de sair do casulo, abrir grandes asas coloridas e alçar vôo, sentir o vento de frente a você, sem que haja barreiras tentando te proteger de um possível resfriado.
É a hora de saber reconhecer seu próprio cheiro. Parar de associar os aromas somente às pessoas que até então te sustentaram em pé. Entender que se há dor de cabeça, foi por conta de uma refeição fora de hora, uma preocupação existente, uma pancada quando estava dormindo. É colocar você mesmo nos braços, te admirar, te proteger, acreditar que ninguém cuidará de você melhor que você mesmo.
Grupos de pessoas são como pequenos barcos. Tem gente que fica mais nas bordas, passando de uma embarcação para outra. Há quem fique mais no centro, amarrando as pontas soltas entre os tripulantes. Raras pessoas fazem os dois papéis, de aglutinar uma tribo e estabelecer a relação entre essa mesma tribo e outra. Mas essa, é mais ou menos a função de cada ser humano nesse mundo. Justamente por isso, torna-se mais difícil. As pessoas funcionam como elos de ligação, como transportes de dúvidas, informações, amizade, companhia, interesse. Pessoas parecem máquinas de extrema utilidade, corpos, não mentes.
E, finalmente, chega a hora do sufoco. O momento em que você sonha com um apartamento minúsculo, que caiba apenas sua cama, seu armário com livros velhos, e uma tv com os canais locais mesmo, que te tragam sono na madrugada. Um lugar que possua o seu cheiro, as cores que você mais gosta, um cachorro fazendo xixi ao pé da mesa. Bobagem, depois você limpa.
Sem objetos de valor ou grandes enfeites de porcelana, será apenas o seu encontro com o espelho, a demonstração da sua capacidade de expor aquilo que sua mente cuidadosamente cativa. É a sua vontade em cenário, é o seu universo particular com sintomas de início. É a vontade de se retirar do centro e viver às margens, num lugar pequeno com muros altos.
Essa casa pode ser sua mente, seu quarto, suas roupas, seu corpo, seu coração. É uma necessidade de mudança, uma vontade que aos berros, comanda tudo aquilo que ainda resta de ti.
É tentar fugir do desgosto, do gosto que não vem da gente. É querer não atrapalhar nem ser atrapalhado, é deixar entrar quem realmente te respeita.
É parar de imaginar a performance do que há no mundo em sua vida, e preocupar-se com o seu desempenho no planeta. É exigir provas de que a vida é doce e não precisar de ninguém que te traga isso.
Por fim, é não querer abrir mão da sua convivência com você mesmo, e estar consigo 'até que a morte vos separe.'
O que precisamos mais do que nunca, é desafiar a nós mesmos. Colecionar experiências, parar de criticar o tempo e acreditar que ele é o culpado por tanta coisa.
Não abra mão dessa convivência com si próprio. Aproveite essa fase para se conhecer e se amar como nunca. Antes de qualquer pessoa, adore-se.
Continue amando e cuidando das pessoas que sempre cuidou, mas não fique mais horas e horas idealizando o papél de cada uma delas em sua vida.
Construa sua casinha, aos poucos.
E depois, deleite-se num lugar esquematizado exclusivamente por você.
Tudo tem sua hora, mas tudo começa agora.
Tudo tem sua hora, mas tudo começa agora.
